segunda-feira, 12 de março de 2012 0 comentários

Fusos Horários - 3º ano todos

Fusos Horários
Compreende a área que, em qualquer da faixa teoricamente limitada por dois meridianos, conserva a mesma hora referida ao meridiano de origem.
Cada fuso tem, geralmente, 15º de longitude, cujo centro é um meridiano cuja longitude é exatamente divisível por 15º. Como o círculo terrestre tem 360º, e o movimento de rotação é executado em 24 horas, temos 360 ÷ 24 = 15, o que significa que cada hora do Globo se acha situada numa faixa de 15º.
Os fusos são referidos ao Meridiano Internacional de Origem (0º - Greenwich), bem como ao antimeridiano (180º), em torno do qual está a Linha de Mudança de Data.
Devido ao movimento do planeta, do ocidente para o oriente, de 0º a 180º (este ou leste), as horas aumentam, e de 0º a 180º (oeste ou west) diminuem. De Londres a Brasília são três fusos. Assim, quando é meio-dia em Londres, são 9 horas em Brasíia. Por outro lado, havendo quatro fusos entre Londres e Teerã, por exemplo, meio-dia em londres equivale a 16 horas em Teerã.
O sistema de fusos horários foi estabelecido pelo Decreto nº 2.784, de 18 de junho de 1913, o qual define, igualmente a hora legal, a qual, também chamada hora oficial, é o intervalo de tempo igual para um determinado fuso horário. Já hora local é a hora referida a um meridiano local, comparada com a hora referida ao meridiano dum fuso horário, ou o meridiano de Greenwich.


É preciso que se saiba que a hora de cada fuso tem, em seus meridianos, limites teóricos. Em outras palavras, a hora é aparente. Nem sempre uma linha imaginária, sobre um país, pode marcar, sem embaraços, um limite-horário indiscutível. Senão, vejamos: o meridiano de 45º que marca, no Brasil, o fuso de três horas, cortaria, no seu limite oriental, os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, o que significaria, para cada um destes Estados, uma diferença horária ao longo do meridiano de 45º. Dados os problemas que resultariam daí, para facilitar a questão, convencionou-se, neste caso, que o fuso de duas horas, o qual engloba as ilhas oceânicas do Brasil, não incorpore aquela parte do continente, entregando-a ao fuso de três horas. igualmente, esse meridiano de 45º, no seu limite ocidental, cortaria o Amapá, o Pará, Mato Grosso, Goiás , o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Ficou também convencionado que o limite coerente dos fusos de três e quatro horas deveria passar pela linha que, de norte para sul, deixando todo o Amapá para este, e, em seguida seguindo pelo rio Xingu até encontrar a geodésica que divide o Pará e Mato Grosso, continuando por esta divisória até o rio Araguaia, pelo qual prosseguiria, deixando os Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sull para o fuso de quatro horas e, finalmente, cedendo os Estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para o fuso de três horas.
De igual maneira, muitos países resolvem as suas diferenças horárias conforme as suas peculiaridades e interesses. Exemplo disso é o caso da Argentina, que teoricamente, se acha no fuso de quatro horas, mas que resolveu ficar situada no fuso de três horas, igual ao tempo de Brasília.
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SISTEMAS DE COORDENADAS
por Luiz Fernando Bindi
Para determinar a posição de um astro ou de uma cidade, precisamos definir um sistema de coordenadas. Nesse sistema, vamos utilizar apenas coordenadas angulares, sem nos preocuparmos com as distâncias. A posição do topônimo será determinada através de dois ângulos de posição, um medido sobre um plano fundamental, e o outro medido perpendicularmente a ele.

Recordemos o sistema de coordenadas geográficas, usadas para medir posição sobre a superfície da Terra. Nesse sistema as coordenadas são latitude e a longitude (nos Globos Terrestres Iluminados da Libreria Editora, as latitudes são representadas a cada 10o e as longitudes, a cada 15o, como pede o padrão cartográfico).

LONGITUDE GEOGRÁFICA (l): é o ângulo medido ao longo do equador da Terra, tendo origem em um meridiano de referência (o meridiano de Greenwich), e extremidade no meridiano do lugar. Na Conferência Internacional Meridiana, realizada em Washington em outubro de 1884, foi definida como variando de 0 a +180° (Oeste de Greenwich) e de 0 a -180° (Leste). Na convenção usada em astronomia, varia entre -12h (Oeste) e +12h (Leste).


As Coordenadas Geográficas (latitude e longitude) é que nos dão condições para localizar qualquer ponto sobre a superfície terrestre.São medidas em grau, minuto e segundo. As coordenadas geográficas foram determinadas por meio de observações astronômicas e satélites geodésicos.

Para determinar a posição, ou localização, de um ponto situado na superfície da Terra, utilizamos linhas imaginárias (paralelos e meridianos), que são medidas em grau, minuto e segundo . Essas linhas na realidade não existem na superfície da Terra. Elas são imaginárias e estão presentes nos mapas apenas para orientar seus usuários.

Para localizarmos qualquer ponto sobre a superfície terrestre precisamos conhecer suas Coordenadas Geográficas (latitude e longitude).

Paralelos: são as linhas imaginárias que determinam a latitude.
Meridianos: são as linhas imaginárias que determinam a longitude.

LATITUDE
Latitudes terrestres (imagem: Esteio)

A Terra tem uma forma quase esférica, com achatamento nos pólos (geóide), e é apresentada nos mapas, dividida em duas metades por uma linha imaginária, denominada Linha do Equador (palavra de origem latina aequatore, que significa "o que iguala").

A linha do Equador (representada em toda a nossa Linha de Globos Terrestres, inclusive com dados de extensão equatorial da Terra), está situada a igual distância dos pólos, divide a terra em duas metades: o Hemisfério Norte ou Setentrional e o Hemisfério Sul ou Meridional. As linhas imaginárias paralelas (paralelos) ao equador, determinam A latitude que é a distância em graus de um lugar qualquer da superfície terrestre até a linha do equador.
Diagrama do Equador Terrestre (imagem: Esteio)

Para a latitude a distância em graus será de 0° na linha do equador até 90° para o norte ou 90° para o sul.

Portanto para a latitude a linha de referência é a linha do equador, isto significa que para a longitude, também precisamos de uma linha de referência.
LONGITUDE
Longitudes Terrestres (imagem: Esteio)

A longitude é determinada por meio dos meridianos, sempre em relação ao meridiano principal, que ficou definido como, Meridiano de Greenwich (0° de longitude) que também divide a terra em duas metades, o hemisfério oriental (leste) e o hemisfério ocidental (oeste).

Não deve-se confundir Latitude com outra informação, a Altitude, que é altura ou a dimensão vertical de um ponto qualquer da superfície terrestre em relação ao nível do mar. Altitude é diferente de altura, que é a dimensão vertical de um corpo da base até seu ponto extremo.
Mapa-Mundi de Fusos Horários, baseado no Meridiano Central de Greenwich (traço horizontal contínuo em vermelho)

Um aparelho do tamanho de uma calculadora de bolso é atualmente o grande recurso para se localizar um ponto na superfície da Terra. É o GPS, sigla em inglês para sistema de posicionamento global. No mostrador do aparelho aparecem as coordenadas e a altitude do local, obtidas através de sinais enviado por um conjunto de satélites (24 satélites).

É esse sistema acoplado aos aviões de combate, que permite atingir o alvo desejado com grande precisão, como por exemplo nas invasões dos EUA contra Afeganistão e Iraque. No Brasil este sistema é utilizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No Portal Libreria, o geógrafo Gustavo Borges escreveu uma série de artigos especiais sobre GPS.
Vários modelos de GPS

POR QUE O PRIMEIRO MERIDIANO (LONGITUDE 0°) PASSA POR GREENWICH ?

O Primeiro Meridiano é uma linha imaginária que liga o Pólo Norte ao Pólo Sul e Greenwich é uma cidade inglesa localizada nas margens do Rio Tâmisa.
Marco do Primeiro Meridiano

Nesta cidade, foi construído o Observatório Real de Greenwich em 1675 por ordem do Rei Charles II. No Observatório, o principal telescópio era chamado de "The Primary Transit". O meridiano que passava sobre este instrumento foi adotado como o meridiano de referência para a Grã-Bretanha.

Em outubro de 1884, 41 delegados de 25 nações se encontraram em Washington, nos Estados Unidos, para a International Meridian Conference. Na Conferência, os seguintes princípios foram estabelecidos:
• Era necessário adotar um único meridiano mundial para substituir os inúmeros que já estavam em uso;
• O Meridiano que passava pelo Observatório no Greenwich seria o Primeiro Meridiano;
• Que a longitude seria calculada de leste para oeste a partir deste meridiano até 180°;
• Todos os países adotariam um dia universal;
• O dia universal seria um Dia Solar Médio e começaria à meia-noite em Greenwich contado no formato de 0 a 24 horas;
• Os dias náuticos e astronômicos em todos lugares começariam à meia-noite;
• Vários estudos técnicos seriam feitos para regulamentar a aplicação do sistema decimal para a divisão de tempo e espaço.

A "Resolução 2", fixando o Meridiano de Greenwich foi aprovada por 22 votos a 1 (a República Dominicana votou contra), França e Brasil se abstiveram.
Observatório Real de Greenwich

Houve muitas linhas meridianas consideradas como Meridiano Principal. Em 1881, eram consideradas cerca de 14 linhas meridianas para serem utilizadas em mapas e orientação incluindo cerca de 9 linhas só em Greenwich.
No pátio do Observatório existem algumas barras de metal fixadas no solo e na parede que marcam um dos locais (talvez o mais famoso) da linha do primeiro meridiano que passa pelo Transit.
Primary Transit

Na década de 50, o Observatório foi transferido para Sussex devido à interferência da poluição e luzes de Londres nas observações estelares. Em 1990, o Observatório foi mais uma vez transferido para a Universidade de Cambridge. A transferência do observatório não modificou a referência meridiana que permanece no seu local original.
sexta-feira, 9 de março de 2012 0 comentários


"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver." (Gabriel Garcia Marquez)

"Daqui a alguns anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra." (Mark Twain)


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 0 comentários

Feliz Natal e Prospero Ano Novo

"Festejar, comemorar, comer e beber bastante nas festas de final de ano não é o que engorda, o que realmente engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, e sim, aquilo que comemos entre o Ano Novo e o Natal." (Autor desconhecido)

"Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce)

"A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias, o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que o novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus."
segunda-feira, 21 de novembro de 2011 2 comentários

EXERCÍCIO AVALIATIVO DE GEOGRAFIA DA IV UNIDADE DE 2011 SOBRE INDUSTRIA PARA O 3° ANO


1) Explique os dois elementos que condicionaram a indústria moderna a partir do séc. XVIII?




2) "A melhor localização (de uma fábrica) é aquela que possibilita a maior rentabilidade possível". Relacione o conteúdo desta frase com o que ocorreu na etapa inicial da indústria moderna.


3) Por que a indústria de bens de produção são também denominados de indústrias de base e de indústrias pesadas?



4) Faça a distinção ente os dois tipos de indústrias de bens de consumo.



5) Caracterize as indústrias de alta tecnologia.




6) Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a letra (V) se a afirmativa for verdadeira ou (F) se for falsa.
Analise as proposições em relação ao processo de industrialização.
( ) A indústria moderna se caracteriza por uma grande divisão do trabalho e o seu ritmo depende basicamente das máquinas.
( ) As manufaturas tiveram o seu período áureo na Época Moderna (século XVI a XVIII).
( ) No sistema de manufaturas a energia básica é a eletricidade.
( ) A indústria moderna surgiu de fato com o Capitalismo.
( ) O artesanato surgiu com a Revolução Industrial, em fins do século XVIII.

7) Leia, com atenção, o texto do geógrafo J. W. Vesentini.

"A descoberta da eletricidade e dos motores elétricos traz grandes inovações técnicas. O carvão vai sendo substituído pelo petróleo. No lugar da indústria têxtil, os setores mais importantes passam a ser a siderurgia, as indústrias metalúrgicas, a petroquímica e a indústria automobilística."
O texto trata da:
a) primeira Revolução Industrial que ocorreu de meados do século XVIII até por volta de 1870
b) segunda Revolução Industrial surgida desde o final do século passado até os anos 70 do século XX
c) terceira Revolução Industrial, típica das inovações tecnológicas da época atual
d) aplicação de inovações técnicas na produção, sem caracterizar uma periodização das Revoluções Industriais

8) A indústria de automóveis japonesa Toyota revelou que pretende plantar ao redor de suas fábricas, na Grã-Bretanha, árvores manipuladas geneticamente para absorver os gases poluentes emitidos pelos motores que queimam combustíveis fósseis. (JORNAL DO BRASIL, 18/08/98)

A notícia anterior revela uma preocupação, em certas partes do mundo, de combater o problema ambiental de:
a) desmatamento. b) desertificação. c) efeito estufa. d) assoreamento. e) erosão eólica.

9) O modelo industrial está passando por transformações. É a revolução técno-científica, que tem por características o(a):
a) petróleo como principal fonte de energia.
b) ampliação dos postos de trabalho no setor secundário.
c) biotecnologia como setor de ponta.
d) limitação das atividades das transnacionais.
e) transferência dos pólos tecnológicos para os países subdesenvolvidos.

10) A industrialização nos países do chamado Primeiro Mundo, os países capitalistas economicamente desenvolvidos, entrou, nas últimas décadas do século XX, em uma fase conhecida como Terceira Revolução Industrial. No que se refere à utilização de fontes de energia para a produção econômica nessa nova fase de industrialização, é CORRETO afirmar que:
a) o carvão mineral é a principal fonte de energia da atualidade, em função da importância das máquinas a vapor.
b) a única fonte de energia da atualidade é a nuclear, por causa da importância da indústria automobilística.
c) a utilização de qualquer fonte de energia tende a ser abandonada, a despeito da atual importância do petróleo, a fim de se evitar danos ambientais.
d) a utilização de fontes de energia renováveis e menos poluidoras tende a prevalecer, apesar de ser ainda muito grande a importância do petróleo para o desenvolvimento industrial.
e) a utilização do carvão vegetal tende a tornar-se predominante, pois é hoje cada vez maior a consciência da necessidade de proteger o meio ambiente.

11) A indústria moderna surgiu nos séculos XVIII e XIX, com o advento da máquina e da energia mecânica. Considerando a indústria desse período, marque V (verdadeira) e F (falsa) em cada afirmativa a seguir.
( ) Caracterizava-se pelo sistema de fábrica, que reunia, num único local, os trabalhadores, as máquinas e as matérias-primas.
( ) Os custos para transferência de local eram extremamente elevados em função do pequeno desenvolvimento da tecnologia dos transportes, limitando as opções de localização industrial.
( ) São exemplos das economias de aglomeração geradas pela indústria moderna a região do Reno-Ruhr, na Alemanha, e a Bacia de Londres.
A seqüência correta é
a) V - V - F.     b) F - V - V.     c) F - F - F.     d) V - V - V.      e) F - F - V.

12) Com relação aos fatores locacionais da indústria, pode-se afirmar:
a) Independentemente do tipo de indústria, os fatores locacionais, em ordem crescente de importância, são a mão-de-obra, as fontes de energia e as matérias-primas.
b) A qualificação da força de trabalho foi mais importante nos setores típicos da Primeira Revolução Industrial, o que caracterizou as zonas industriais até meados do século XIX.
c) Na Segunda Revolução Industrial, as jazidas de carvão mineral condicionavam a localização das fábricas, surgindo grandes regiões industriais em torno das bacias carboníferas de Londres e do Reno/Ruhr.
d) O mercado consumidor é um dos fatores determinantes da localização da indústria, o que explica a ligação histórica entre o fenômeno industrial e as concentrações urbanas.
e) Em virtude dos avanços tecnológicos, a indústria contemporânea já pode prescindir das redes de transportes e comunicações, o que explica o atual processo de desconcentração espacial.

13) A fase atual da industrialização, marcada pelo que se denomina de "Revolução Científico-Técnica", tem como características principais:
a) Mão-de-obra altamente qualificada e intenso uso do petróleo.
b) Mão-de-obra altamente qualificada e tecnologia complexa.
c) Tecnologia complexa e disponibilidade local de matéria-prima.
d) Mão-de-obra altamente qualificada e disponibilidade local de matéria-prima.
e) Mercado consumidor significativo e intenso uso do petróleo.

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EXERCÍCIO AVALIATIVO DE GEOGRAFIA DA IV UNIDADE DE 2011 SOBRE AGRICULTURA PARA O 3° ANO


  • Para fazer uma bom exercício:
  • Evite rasuras; as questões rasuradas serão anuladas.

1) Estabeleça comparações entre a agricultura itinerante e a agricultura de jardinagem do ponto de vista das técnicas agrícolas e da mão-de-obra.

R.


2) Leia o texto:
"O sistema de produção agrícola americano é um dos mais produtivos do planeta, com alto rendimento e exploração intensiva das áreas agricultáveis. É um sistema que conta com grande aporte de capital além de ser tecnologicamente bastante apoiado, o que torna possível aos Estados Unidos tal desempenho no setor."

Agora responda

a) Como é denominado esse sistema?
b) Defina-o e de exemplos.

R.


3) Como se explica a baixa produção de alimentos da África, apesar de mais da metade da população africana estar localizada na zona rural?

R.


4) Algumas das restrições impostas pela natureza ao desenvolvimento de atividades econômicas em várias extensões do globo terrestre, vêm sendo superadas, com mais intensidade, no século atual.
Que aspectos da natureza podem ser modificados e que técnicas podem ser usadas para que se torne viável a pratica da agricultura?

R.


5) Explique a atual situação da estrutura agrária e agrícola dos Estados Unidos.

R.
6) Como estão organizados os belts norte-americanos para que possam atingir alta qualidade e produtividade?

R.


7) Por que a mecanização da agricultura contribuiu para o inchaço e para os problemas urbanos das grandes cidades?

R.


8) Quais as principais características da atividade agrícola da região das pradarias canadenses?

R.


9) Identifique o país e o rio assinalados no mapa. Explique a originalidade agrícola desse país face ao clima da região.

R.



10) Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.

As "plantations" fazem parte do espaço agrário dos países subdesenvolvidos. Sobre esta forma de ocupação, julgue os itens a seguir.
( ) Nas plantations são cultivadas monoculturas destinadas à exportação, o que gera excedentes e, conseqüentemente, baixos preços desses itens no mercado mundial.
( ) As plantations normalmente ocupam pequenas extensões de terra com baixos investimentos, utilizando sempre capital nacional.
( ) Nos países subdesenvolvidos o colonialismo provocou grandes desequilíbrios. Formaram-se dois setores agrários distintos: um de subsistência com baixa produtividade e outro moderno, especulativo, voltado para exportação e realizado de forma extensiva (as plantations).
( ) As plantations têm suas origens no capitalismo comercial: a partir do final do século XVI, criam-se as primeiras propriedades escravistas voltadas para a produção de itens tropicais.

11) Apresente a localização e as características das regiões chamadas de nos E.U.A.:
a) Sun belt
b) Manufacturing belt

R.
12) Explique a diferença entre estrutura agrária e estrutura agrícola.


R.


13) Após a revolução de 1917, a agricultura soviética passou a ser organizada através de cooperativas: os Kolkhozes e os Sovkhozes. Dê as características dos Sovkhozes.


R.


"Habilidade é o que você é capaz de fazer. Motivação determina o que você faz. Atitude determina o quanto você faz isso bem feito" - Lou Holtz

"O homem aprende apenas de duas formas: a primeira é por meio da leitura e a segunda associando-se com pessoas inteligentes "
- Will Rogers

FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO
quarta-feira, 9 de novembro de 2011 0 comentários

INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA III


É somente a partir do século XIX que se pode falar em industrialização no Brasil. Até então, essa atividade era muito restrita.


A industrialização no Brasil
A análise do processo de desenvolvimento econômico do Brasil nos mostra que, por cerca de quase quatro séculos, a economia esteve sob o jugo do poder agrário, com produção voltada para a exportação. Por todo o período colonial, a base econômica esteve assentada na exploração agrícola ou na exploração mineral com uso de mão-de-obra escrava. Esse modelo atendia aos interesses da metrópole portuguesa, para onde era remetida a maior parte dos lucros obtidos.
As relações entre Portugal e sua colônia na América davam-se por meio do Pacto Colonial, e por isso o desenvolvimento de qualquer outra atividade que pudesse prejudicar os interesses econômicos da metrópole era proibido. As restrições à implantação de indústrias no Brasil só foram revogadas com a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, mas a concorrência dos produtos ingleses impedia o desenvolvimento do setor industrial. No período seguinte, quando o Brasil já constituía um Império, e durante os primeiros anos da República, a economia agrária permaneceu centralizando o poder, mudando apenas o produto: na maior parte do tempo o café, durante um curto período o cacau, e a borracha durante alguns anos.
É somente a partir do século XIX que se pode falar em industrialização no Brasil. Até então, a atividade industrial no país se resumiu à instalação de algumas pequenas fábricas, a maioria dedicando-se à produção de tecidos grosseiros, calçados, utensílios domésticos, equipamentos agrícolas simples, entre outros. Os resultados dessas poucas fábricas foram incipientes, especialmente se comparados aos da agricultura.
O primeiro surto industrial no Brasil ocorreu a partir de 1844, com a Tarifa Alves Branco, que elevou os impostos sobre os produtos importados, encarecendo-os. A ocorrência de conflitos internacionais - como a Guerra de Secessão nos Estados Unidos, entre 1861 e 1865, e a Primeira Guerra Mundial, na Europa, já no século XX, entre 1914 e 1918 – contribuiu para o desenvolvimento da indústria nacional, pois afetou a produção de bens que o país importava, favorecendo a fabricação de produtos nacionais.
A década de 1930 foi considerada um marco no processo de industrialização brasileiro, pois as transformações que se verificaram naquele momento representaram um forte estímulo ao desenvolvimento industrial. Em decorrência da chamada Revolução de 1930, o eixo do poder político e econômico deixava de ser a elite agroexportadora, criando condições para o desenvolvimento industrial brasileiro.
Associadas a essa mudança política, as dificuldades econômicas deflagradas pela queda da exportação de café decorrente da crise econômica mundial (queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929) contribuíram para que se acentuasse o êxodo rural. Em conseqüência, houve uma grande concentração de mão-de-obra e formação de um mercado consumidor potencial nos grandes centros urbanos.
Com o rápido crescimento da população urbana, especialmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e a presença de uma infraestrutura herdada do ciclo do café (capitais acumulados, transportes, energia elétrica etc.), houve uma acelerada expansão industrial, quase sempre dedicada à produção de bens de consumo não duráveis, como alimentos, vestuário e calçados.

JK, em inauguração de montadora
A era Vargas e a era Kubitschek

Dois governantes tiveram grande importância no processo de consolidação da industrialização brasileira: Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A partir de 1940, o Estado assume um papel de grande importância para o desenvolvimento industrial do país, investindo grandes somas na implantação das indústrias de bens de produção, bem como no desenvolvimento dos setores de energia e transportes, a fim de criar condições para o rápido desenvolvimento industrial do país. Essa etapa da industrialização brasileira apoiou-se na substituição de importações, ou seja, produzir, no Brasil, os produtos até então importados.
As dificuldades causadas pela 2ª Guerra Mundial (1939-1945) ao comércio mundial favorecem essa estratégia de substituição de importações. Getúlio Vargas foi responsável pela infraestrutura necessária para a instalação de indústrias no país no período de seu primeiro governo (1930-45). Entre suas realizações estão a mineradora Companhia Vale do Rio Doce em Minas Gerais, em 1942. Em 1943, é fundada no Rio de Janeiro a Fábrica Nacional de Motores. Em 1945, a Companhia Hidrelétrica de São Francisco. Em 1946, começa a operar o primeiro alto-forno da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro que teve seu início em 1941.
Em seu segundo mandato (1950-54), foi criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), em 1952 e, no ano seguinte, foi instituída a Petrobras (Petróleo Brasileiro S/A). Vargas teve um governo preocupado em proteger a produção nacional, visto que implementou-se uma política nacionalista.
O nacionalismo da era Vargas é substituído pelo desenvolvimentismo dos anos JK (governo Juscelino Kubitschek , de 1956 a 1961), representado pelo Plano de Metas, a ser cumprida em cinco anos, que privilegiou as obras para a geração de energia, os incentivos fiscais, os transportes e principalmente a construção de rodovias, que facilitou a instalação de montadoras estrangeiras de veículos em nosso país. Nessa época, além das montadoras, vieram indústrias de aparelhos eletroeletrônicos e de alimentos.
Os investimentos externos estimulam a diversificação da economia nacional, aumentando a produção nacional de insumos, máquinas e equipamentos pesados para mecanização agrícola, fabricação de fertilizantes, frigoríficos, transporte ferroviário e construção naval.
No conjunto, a produção industrial cresceu 80% nos cinco anos do governo Juscelino. Como se vê, foi intenso o crescimento econômico verificado nesse período. No início dos anos 60, o setor industrial supera a média dos demais setores da economia brasileira.

Mapa da industrialização brasileira e sua concentração no Centro-Sul do país

“Milagre econômico”

Em 1964, com a instalação do governo militar, desenvolve-se uma política de fortes incentivos fiscais e crédito público, especialmente para as indústrias de bens de capital (máquinas, motores e equipamentos), e adotam-se medidas antidemocráticas de esvaziamento das organizações político-partidárias e sindicais. Em conseqüência, o capital estrangeiro se dirige com rapidez para o país e acelera-se a industrialização em nosso território.
O desenvolvimento acelera-se e diversifica-se no período do chamado “milagre econômico” (1967-1973), quando atingimos a 8ª posição mundial em relação ao PIB e o 1º lugar entre as nações subdesenvolvidas industrializadas ou periféricas. O Brasil recebeu vultosos empréstimos internacionais e sua produção industrial foi muito grande. Em 1973, a economia apresentou resultados excepcionais: o Produto Interno Bruto (PIB) cresce 14%, e o setor industrial, 15,8%.
No entanto, como consequência dos empréstimos, a dívida aumentou muito nesse período, agravando as desigualdades sociais, pois a riqueza, que deveria ser aplicada em melhores condições de saúde e educação, foi desviada para o pagamento de compromissos assumidos com organismos internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.
Com a crise do petróleo e a alta internacional nos juros desaceleram a expansão industrial. Inicia-se uma crise que leva o país, na década de 80, ao desequilíbrio do balanço de pagamentos e ao descontrole da inflação. O Brasil mergulha numa longa recessão que praticamente bloqueia a industrialização. No início dos anos 90, a produção industrial é praticamente a mesma de dez anos passados, foi a chamada “década perdida”.

O tripé industrial brasileiro

O período pós-1964 foi caracterizado por uma relação de interesses mútuos entre os três níveis de capitais aplicados no processo industrial, formando aquilo que se tornou conhecido como o tripé da indústria no Brasil, agrupando em um mesmo cenário capital estatal, o capital transnacional e o grande capital nacional.
Ao capital estatal competia o investimento no setor de base - siderúrgicas, petroquímicas, refinarias, hidrelétricas etc. - a fim de oferecer às indústrias de bens de consumo as matérias-primas e os insumos necessários ao seu funcionamento. Nesse período, verificou-se no país um rápido aumento rápido na quantidade das empresas estatais, sobretudo daquelas voltadas para os setores citados;
Ao capital transnacional competia a produção considerada moderna e mais avançada tecnologicamente, dedicada ao setor de bens de consumo durável, a exemplo dos automóveis, dos eletrodomésticos e, especialmente, dos eletroeletrônicos. Tal característica produtiva favoreceu o aumento do endividamento externo do Brasil, entre outras razões, pelas remessas de elevadas quantias (na forma de pagamento de royalties) pelo uso de tecnologia importada;
Ao capital nacional competia participar do processo fornecendo peças acessórias e insumos em geral, tanto para as empresas estatais como para as transnacionais, mas fundamentalmente naqueles segmentos em que não havia interesse das empresas estrangeiras.

Fatores e localização industrial brasileira

Com o objetivo de reduzir os custos e aumentar a produtividade, as indústrias decidem sua instalação segundo alguns fatores: concentração de mão-de-obra, proximidade das fontes de matérias-primas, do mercado consumidor e das fontes de energia, sistema de transportes acessível e eficiente.
No Brasil, a distribuição regional das indústrias é reflexo das desigualdades sociais e econômicas que marcam a realidade nacional. Observamos assim, uma forte concentração industrial na Região Sudeste, onde se localiza o principal centro industrial do país, o estado de São Paulo. A Região Sudeste tornou-se a mais industrializada por uma série de fatores:
Atividade agro-exportadora de café, que favoreceu a acumulação de capitais;
Expansão de um grande mercado consumidor interno, especialmente na própria cidade de São Paulo;
Desenvolvimento de uma importante rede de transportes, sobretudo ferroviária;
Concentração da mão-de-obra para o trabalho industrial, especialmente a de imigrantes europeus;
Presença de recursos naturais aproveitáveis economicamente, como as jazidas de minérios de Minas Gerais;
Potencial hidroelétrico da Bacia do Paraná;
Proximidade dos dois principais portos do país (Santos e Rio de Janeiro).

Crescimento dos investimentos no Nordeste
A maior concentração industrial do Sudeste está na Região Metropolitana de São Paulo, uma área poliindustrial com mais de 40% dos estabelecimentos industriais do país, dos quais os mais significativos são a indústria alimentar, têxtil, química, automobilística e metalúrgica. Outra área de grande concentração industrial é a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde se destaca a indústria naval. A Região Metropolitana de Belo Horizonte, outra importante área industrial, teve seu desenvolvimento favorecido pelas reservas minerais do Quadrilátero Ferrífero, apresentando como principais setores industriais o siderúrgico e o automobilístico.
Outras áreas industriais importantes da Região Sudeste são: a Baixada Santista (SP), onde se destacam os setores petroquímico e siderúrgico; o Vale do Paraíba, onde se localizam centros industriais como Volta Redonda (RJ), vinculado à siderurgia; e São José dos Campos (SP), com a indústria aeronáutica, bélica e aeroespacial.
A Região Sul é a segunda mais industrializada do país. Entre os fatores do desenvolvimento industrial, destacam-se as matérias-primas de origem agropecuária, que abastecem as indústrias da região, como as alimentícias, os frigoríficos, óleos vegetais, têxtil, madeireira, calçados e vestuário. É importante também destacar o papel da mão-de-obra do imigrante europeu e a presença de recursos energéticos, como o potencial hidroelétrico e as minas de carvão mineral.
A mais importante concentração industrial está na Região Metropolitana de Porto Alegre, que apresenta um parque industrial diversificado, onde se destacam: o refino de petróleo e a indústria metalúrgica, de couro e de calçados. Na Região Metropolitana de Curitiba encontram-se as indústrias de refino de petróleo, alimentícias, madeireiras e automobilísticas, como a da Volvo.
Há ainda alguns outros centros industriais na Região Sul, como Blumenau e Joinville (SC), onde se concentra o setor têxtil; e Garibaldi, Bento Gonçalves e Caxias do Sul (RS), onde se concentra a indústria vinícola.
A Região Nordeste, apesar de ter apresentado crescimento da produção industrial nas três últimas décadas, possui ainda pequena participação no total nacional. Entre as bases da industrialização regional, destaca-se a riqueza em matérias-primas agrícolas (cana-de-açúcar, algodão), extrativas vegetais (cera de carnaúba, óleo de babaçu) e extrativas minerais (cobre, sal), bem como o potencial hidroelétrico da Bacia do São Francisco. Os principais centros industriais localizam-se na Região Metropolitana de Recife, onde se destacam as indústrias têxteis e alimentícias, e na Região Metropolitana de Salvador, com a exploração de petróleo no Recôncavo e o pólo petroquímico de Camaçari (imagem ao lado), além do Centro Industrial de Aratu, que abriga desde fábricas de cimento a metalúrgicas.
Apesar do crescimento verificado nas últimas décadas, a produção industrial do Nordeste se caracteriza pela dependência. Grande parte do capital investido e da mão-de-obra qualificada da região são provenientes do Sudeste.
A Região Centro-Oeste é a menos industrializada do país. As atividades industriais estão associadas à produção agroextrativa, como as indústrias de beneficiamento de arroz, pequenos frigoríficos, indústrias de couro, metalúrgicas e madeireiras. A maior concentração industrial encontra-se no eixo Campo Grande-Goiânia-Brasília.
A Região Norte conta com dois importantes fatores para o desenvolvimento industrial: a ocorrência de enormes jazidas minerais e a grande capacidade energética. No entanto, sua atividade industrial é pequena e não apresenta grande participação na produção industrial nacional, limitando-se às indústrias mineradoras, à Zona Franca de Manaus e, mais recentemente, à metalurgia do alumínio, no Pará.
Uma zona franca é uma pequena área dentro da qual as indústrias se beneficiam das vantagens oferecidas pelo governo. Em 1967, o governo brasileiro criou a Zona Franca de Manaus, no Amazonas, com o objetivo de atrair indústrias para a Região Norte. Para isso, foi colocada em prática uma política de isenção de impostos que, associada à mão-de-obra barata, atraíram várias empresas nacionais e multinacionais, sobretudo do setor de eletroeletrônicos.
A instalação da Zona Franca dinamizou a economia local. Calcula-se que foram criados cerca de 100 mil novos empregos diretos e indiretos. A cidade de Manaus transformou-se em centro de atração populacional, concentrando cerca de 50% da população do estado do Amazonas.

Importância da atividade industrial no Brasil

A atividade industrial tem uma participação extremamente significativa na economia nacional, não só no valor de sua produção, mas também como fator gerador de emprego direto e indireto, ou seja, na fábrica propriamente dita ou nas mais diversas atividades que com ela se relacionam, como transporte, serviços gerais, comércio etc.
O crescimento expressivo da atividade industrial nos últimos 50 anos colocou o Brasil entre os países mais industrializados do mundo, com uma participação significativa no total da produção mundial, especialmente em alguns setores, como o de alimentos, o têxtil e o de siderurgia.
Porém, ao contrário dos períodos anteriores, em que a expansão da produção industrial era acompanhada pelo aumento do emprego nas indústrias, o crescimento industrial agora passou a se fazer sem o equivalente crescimento do número de operários nas fábricas. Esse processo é conseqüência das novas tecnologias aplicadas nas indústrias, como a robótica, e da concorrência dos produtos importados.
Como resultado das transformações impostas pela globalização, no final da década de 1990, a sobrevivência de algumas empresas industriais só se tornou possível com a adoção de medidas como modernização tecnológica, automação industrial, fusão com outras empresas, redução do número de funcionários e terceirização. A mais grave conseqüência social desse processo foi o acentuado desemprego que se verificou em praticamente todos os segmentos industriais.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em nosso país existem em operação, atualmente, um pouco mais de 200 mil empresas dedicadas ao segmento das indústrias, as quais empregam em todo o país um contingente da ordem de 6 milhões de trabalhadores. As pequenas indústrias (com menos de 100 operários) são responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no setor, conseqüência de seu menor índice de automação industrial, ao mesmo tempo em que as médias (de 100 a 500 operários) e as grandes indústrias (mais de 500 operários) são responsáveis, em conjunto, por 75% do valor da produção.

A guerra fiscal

Um fator decisivo para o processo de descentralização industrial, tanto em escala nacional como regional, é a disputa travada por estados e municípios para receber as instalações de grandes empresas transnacionais. É a chamada “guerra fiscal”, que consiste em conceder desde terrenos até isenções parciais ou totais de impostos para as fábricas que se instalarem na região.

A guerra fiscal é uma das práticas para atração de indústrias
A "guerra fiscal" começou na década de 1990 e - dos primeiros estados a se envolver foi o Paraná. Em março de 1990 o governo do estado, o município de São José dos Pinhais e o Fundo de Desenvolvimento Econômico assinaram um protocolo com a Renault. A empresa comprometeu-se a construir uma planta na cidade até o início de 1999. O estado e o município doaram um terreno de 2,5 milhões de m2 e providenciaram infraestrutura e logística necessárias. Imagem anterior mostra a linha de produção da Renault.
O documento também previa que o suprimento de energia à montadora teria desconto de 25% e que 40% do capital investido sairia do estado. A Renault, e os fornecedores que se instalassem na região, ainda receberia isenção de impostos locais por dez anos. Essas condições especiais acabaram atraindo ainda a Volkswagen, que se instalou na mesma cidade.
 
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